Manguezais de Acupe, distrito de Santo Amaro, serão repovoados com caranguejos
Até o final desta semana, aproximadamente um milhão de filhotes
de caranguejo (megalopas) vão ser lançados nos manguezais de Acupe, distrito do
município de Santo Amaro, entre o Rio Paraguaçu e Baía de Todos os Santos.
Em pouco mais de dois anos este é o segundo repovoamento de caranguejos
que é feito na região, pela Secretaria da Agricultura, irrigação e Reforma
Agrária (Seagri), através da Bahia Pesca. O trabalho é o primeiro que
a Bahia Pesca faz sem qualquer tipo de parceria e a expectativa é que
os megalopas atinjam a fase juvenil com pouco mais de um ano
a partir da sua colocação nos mangues.
Porém, os filhotes de caranguejos que estão sendo colocados
agora nos manguezais, só podem ser capturados quando suas
carapaças tiverem em torno de seis centímetros de espessura,
que é o que a legislação do Ibama permite.
O caranguejo-Uçá (Ucides cordatus) é da família dos ocipodídeos.
Tal espécie possui coloração dorsal verde-azulada e pernas vermelhas,
sendo encontrada na maioria dos manguezais brasileiros. O animal tem
como característica as patas carnudas, peludas e arroxeadas.
Costuma viver em locais escavados nos manguezais
e só pode ser visto quando a maré está baixa, quando
sai em busca de alimentos. Na época do acasalamento e reprodução,
a fêmea do Uçá costuma sair da toca
e caminhar vagarosamente pela área próxima ao manguezal,
tornando-se presa fácil dos marisqueiros.
A captura do caranguejo-Uçá é regulamentada pela
portaria do Ibama: a de nº 1.208, de 22 de novembro de 1989,
que estabelece tamanhos mínimos para a largura
de carapaça na região Nordeste (4,5cm).
A Lei nº 9.605 de 12 de fevereiro de 1998, Lei de Crimes Ambientais,
prevê, em seus artigos de 30 a 40, multas e penas de prisão
de até três anos para quem destruir ou danificar áreas de preservação permanente,
categoria em que o habitat do caranguejo-uçá, o mangue, está incluído.
Cistina Pita, com informações da SEAGRI

Caranguejo-uçá