Em Santo Antônio de Jesus, o comércio funciona normalmente mesmo com o estado de greve decretado pela Associação dos Policiais Militares do Estado da Bahia. A normalidade está sendo garantida graças a medidas de prevenção do 14º batalhão, sob o Comando do Tenente Coronel Luziel Andrade. Mesmo com parte do contingente, tendo aderido ao movimento, a maior parte do contingente continua trabalhando normalmente, o que vem permitindo as ruas serem guarnecidas. A medida não contraria o estado de greve da classe, mas faz cumprir a legislação que roga sobre a utilidade pública do serviço prestado pelos policias militares à população.
As informações foram passadas à diretoria das Entidades Empresariais de Santo Antônio de Jesus: Associação Comercial e Empresarial, Câmara de Dirigentes Lojistas e Sindicato Patronal do Comércio Varejista pelo próprio comandante do batalhão local.
Na manhã de hoje, 3 de fevereiro, a diretoria das Entidades Empresariais convocou uma reunião para discutir o assunto. O momento contou com a presença do prefeito Euvaldo Rosa, representantes da polícia civil, bancos, comerciantes e autoridades municipais.
Durante a reunião, a polícia civil informou que colocou viaturas padronizadas e homens para ajudar a garantir a segurança das ruas. Em seguida, o grupo se dirigiu ao 14º batalhão de polícia para conversar com o comando de reivindicação da polícia militar na cidade, solicitando a tranquilidade do movimento a fim de que a comunidade não entrasse em pânico.
O representante da associação dos militares, o Sargento Vinícius, garantiu a comitiva presente que o movimento é e sempre será pacífico e, que o policiamento na cidade será mantido proporcionalmente, já que menos de 30% dos militares aderiram ao movimento.
Confirmando o clima de tranquilidade, durante toda a manhã, foi registrado movimento normal no centro da cidade, com a presença de viatura e policiais no local, garantindo a segurança da população.
Saiba mais sobre as reivindicações:
Os policiais militares da Bahia decretaram estado de greve no Estado em busca de algumas reivindicações como: regulamentação da lei 7.145/97 com o cumprimento da gratificação por atividade policial militar do nível 1 ao 5; pagamento da periculosidade, insalubridade, auxílio acidente e anistia dos processos administrativos, cíveis e penais que, segundo os policiais limita os mesmos durante a prática da própria função.
Aloma Brito
Assessoria de Comunicação
ACESAJ/CDL/SINCOMSAJ