
Enquanto muitos comemoram a ocupação da Favela da Rocinha, uma parte da população, nem tanto. Já tem gente dizendo que vai ficar com saudade do tempo em que os traficantes vendiam segurança na área. Mas que paz era aquela? Traficantes chegavam ao cúmulo de obrigar os moradores a comprar pasta base de cocaína para, com o dinheiro, comprar o arsenal de armas com as quais montaram um verdadeiro exército do crime.
O traficante Nem, antes de ser preso, chegou a montar um super esquema de preservação desses armamentos, designando cada soldado do tráfico a levar sua arma para casa, a fim de evitar uma apreensão em massa. Portanto, tem muita arma escondida na própria Rocinha.
Mudou o comando mas na base a coisa continua ainda muito complicada. Na invasão a polícia partiu para a tática de evitar o confronto, capturou o chefão e acabou por desarticular a ação organizada dos traficantes, embora o aviso de que haveria invasão terminou por facilitar a fuga em massa dos meliantes.
A imprensa no Rio comemora a libertação do jugo criminoso que já durava décadas na maior rede de favelas da América do Sul. Por outro lado, os marginais novamente sumiram. Onde andam? Tenha certeza de que, mais cedo ou mais tarde, eles aparecem e da pior maneira possível.
Léo Valente