Quando se pensa em moda, vem a mente a relação com a palavra futilidade, mas imagine que nós somos participantes de um contexto social que envolve diversidades, gostos e culturas, logo a necessidade de exteriorizar isso e por que não inovando ou valorizando o nosso estilo? Uma forma de expressão que envolve criatividade e um jeito particular de cada indivíduo. Calças, vestidos, cardigãs, sapatos, fazem parte da nossa realidade e a cada vez que nos preparamos para sair, obviamente, incorporamos algo que identifique o nosso estado de espírito e o nosso jeito de ser.
A moda tem essa funcionalidade, esse papel de divulgar de onde viemos, do que gostamos, se somos recatados, exóticos, enfim, nos define, não na essência, mas de uma forma ampla do que somos.
Viver em comunidade nos torna suscetíveis a observar o outro e muitas vezes incorporamos algo que nos parece interessante ao nosso mundo particular, daí vão surgindo as fantásticas misturas de estilos e elementos que juntos geram uma nova perspectiva de moda e isso torna este processo construtivo instigante e enriquecedor. A famosa miscelânea que proporciona outras misturas e outras e outras, ou seja um círculo vicioso que não tem fim.
Estar na moda, em voga, na crista da onda, em evidencia, pressupõe um certo destaque na sociedade, significa que algo está sendo elaborado para acontecer e acreditem, acontece! A mídia se mobiliza e produz de forma massificadora campanhas que colocam este ou aquele produto como um objeto de desejo indispensável no guarda-roupa de qualquer ser mortal, mas é importante frisar que nem tudo é adequado, nem tudo cabe, nem tudo combina, mesmo que seja a sétima maravilha do mundo
Como diria Vinicius de Moraes," beleza é fundamental", mas a minha beleza pode não ser a mesma beleza do meu vizinho, beleza depende da ótica, do prisma de cada um, logo posso sair de rabo de cavalo, calça jeans e blusa branca e me achar o máximo! Posso também sair como cigano, índio, rastafari e ainda assim me sentirei belo e feliz, pois estou condicionando a minha indumentária ao meu estilo, a minha forma de ser, de ver e enxergar o meu mundo. Tribos que se identificam por modelos bem característicos que valorizam as suas diferenças, sem necessariamente terem que se render a ditadura do " tá na moda". Como vemos, aquele ditado que aprendemos desde pequenos, o que é bom para o outro pode não ser bom pra mim se aplica muito bem, Coco Chanel, estilista francesa criadora da Maison Chanel, costumava dizer que" a moda sai de moda, o estilo jamais "e eu concordo plenamente com tais palavras.
Acho interessante termos variações a cada nova estação, lançamentos que surpreendem, verdadeiras obras de arte que podem ser usadas, conceitos que são criados com o intuito de alegrar, seduzir, colorir e essa brincadeira torna a moda interessante, lucrativa, interativa e acima de tudo visionária, como um trecho da música de Raul Seixas! " Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo", mas acima de tudo acredito que interessante mesmo é respeitarmos a nossa natureza a ponto de acompanharmos aquilo que de fato nos faz bem, essa é a receita do sucesso!
Lady Dan Almeida