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Juiz de Camamu morre em briga de trânsito com PM

DR. ALESSANDRO 1Por volta das 18 horas deste sábado, 10, o juiz Carlos Alessandro Pitágoras Ribeiro, substituto da Comarca de Camamu, foi assassinado à queima-roupa, por um policial militar em serviço, após se envolver em uma briga de trânsito, nas proximidades do Centro Empresarial Iguatemi, em Salvador. Ele morreu na hora, após levar dois tiros. O crime chocou o meio jurídico baiano. A presidente do Tribunal de Justiça da Bahia Telma Brito, não emitiu declaração oficial, mas designou a juíza Inez Maria Brito Santos Miranda, assessora especial da presidência, para acompanhar o caso. Contactada, ela estava a caminho do Instituto Médico Legal, para onde o corpo do juiz foi levado, mas preferiu não dar maiores informações. Apenas disse que a notícia deixou todos do meio chocados e lamentou o episódio. Investigações A Polícia Militar ainda não emitiu posicionamento oficial sobre o caso, mas já informou por meio do chefe de imprensa, capitão Marcelo Pita, que não irá divulgar o nome do policial autor dos disparos. Com base nos termos de declaração apresentados pelas testemunhas do caso na Corregedoria da PM, ele relatou que o veículo do PM lotado na 35ª CIPM teria sido interceptado por um Honda Civic. O motorista, no caso o juiz, teria saído armado com uma pistola 9 mm, de fabricação israelense e de uso exclusivo, indo em direção ao policial, que, então, efetuou dois disparos. Em seguida, o PM solicitou socorro aos colegas da 35ª CIPM e ao SAMU, mas o juiz não resistiu aos ferimentos. O policial e as armas foram submetidos a perícia. De acordo com o capitão Pita, a Corregedoria irá dar tratamento disciplinar ao caso, investigando se o PM efetuou os disparos em legítima defesa ou não. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil e pela Corregedoria Militar. O policial e as testemunhas ainda estavam prestando depoimento, até o horário de fechamento desta edição. O juiz Carlos Alessandro Pitágoras Ribeiro era membro do Conselho Fiscal da Associação dos Magistrados da Bahia (AMAB). Ele entrou para a carreira jurídica em 2005, após aprovação em concurso para juiz substituto do Tribunal de Justiça baiano. Casado, baiano, ele tinha uma filha de cinco anos e vivia em Valença, onde era lotado. De acordo com pessoas próximas às família do magistrado, ele costumava passar os finais de semana em Salvador. No sábado, antes do incidente, ele e a família tinham passado a tarde na casa de amigos, no bairro do Barbalho. No final da tarde, saiu para fazer compras no Shopping Iguatemi e no supermercado, quando, na saída, houve o desentendimento com o policial militar e ele acabou sendo morto.



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