A primavera chegou, chegou com mais flores, trazendo para mim, mais amores!… Agora, o vento brando balança lentamente, as lindas flores do meu jardim!… Tudo isso só faz trazer para o meu coração, recordações somente!… Sim, ela chegou novamente!… Ela sempre chegou com mais flores, sempre trazendo para mim, mais amores!… Ainda hoje ela continua chegando, continua sempre lembrando das suas lindas flores, mas já se esqueceu de trazer, para mim, mais amores!...mais amores!...
As árvores que desde o período mesozóico, há trezentos milhões de anos, surgiu aqui na terra... Hoje, o homem, deve tratá-la com muito carinho, deve ampará-la, porque elas vivem para o nosso bem!... Nos dão flores, frutos, sombras... Principalmente: Saúde!... Aos animais – abrigo!... As árvores – além de tudo isso... (Como diz Belmiro Braga, em seu poema: AS ÁRVORES. ...”Dá ao homem: o altar, o tromo, o teto, a mesa, o berço e o fúnebre caixão!...”). Amigo(a): Trate, ampare, proteja, AS ÁRVORES!... Quando você tiver tempo, leia o poema do Belmiro e se um dia, gostar de poesia, faça como eu... O título eu lhe dou - AS ÁRVORES!...
Repentinamente um olhar, depois um sorriso, mais tarde uma palavra! Repentinamente nos envolve, alegrando o nosso coração e destruindo a nossa solidão!… Repentinamente sentimos a beleza da vida: carinhos, alegrias. beijos e abraços!… Repentinamente nos envolve: O amor!… O amor!…
Você precisa... visitar a floresta, ouvir as vozes dos animais. Sim, as vozes!... Ouvir a cobra silvar, a cigarra ciciar, ouvir o pavão pupilar, a coruja piar; ouvir o gorjear dos pássaros, o zunbir das abelhas!... Você precisa... visitar a floresta – antes que destruam tudo isso – Para ouvir, contemplar, amar,
Pai, hoje mais que ontem, eu gostaria de estar perto de você, sentindo sua presença calorosa, sei que só posso fazer isso em pensamento, pois a vida nos separa nesse momento.
Hoje, no dia dos pais, a saudade me acorrenta, fazendo com que a alma fique anestesiada na lembrança dos bons momentos que passamos juntos.
Mas mesmo distante, sei que você está com Deus e peço a Ele bençãos e que ilumine eternamnete a sua alma.
Sei que por inúmeras vezes, teve dificuldade para me conduzir por essa vida, houve tantas renúncias, tantos sonhos adiados se perderam no caminho, e mesmo assim seu sorriso sempre reluzia, todo brilho e orgulho de ser seu filho.
Agora que eu cresci, é que vi o verdadeiro valor de ter um pai, um herói, cheio de garra que trazia no coração um glorioso troféu, o da vitória de ter me criado.
Neste dia destinado a você pai, quero lhe dizer que esta distância que nos separa, serve somente para aumentar o amor e a admiração que sinto ainda por você, meu pai..
A distância atiça o amor que quebra as barreiras da saudade.
Dizem os antigos, se vermos uma estrela no céu correr, devemos um pedido fazer!... Às noites eu contemplo o céu, a cada estrela que corre, faço um pedido... Estrela amiga: dá-me paz!... Serenidade!... Felicidade!... Noites, muitas noites eu contemplei o céu, a cada estrela fazia um pedido, mas nunca fui atendido!... Será que os antigos, são mentirosos?!..
Observando um pássaro que voava entre as árvores e a clareira... Observando aquela ave de plumagem em sua viagem livremente.. Pensei: ‘quanto é bom ser livre, livre totalmente; por fora e por dentro!...’ Certo dia eu prendi um pássaro, e durante meses o fiz meu prisioneiro. Sempre o tratei direitinho, mas vendo-o sozinho, pensei... Um dia, eu vi na televisão, alguém dá liberdade ao seu pássaro. Aí, pensei... E o meu libeertei!... Liberte também o seu passarinho, não o deixe preso, sozinho!...
Olha: qualquer dia desse eu vou lhe apresentar um amigo meu... Você vai conhecer um grande sujeito, que só tem no peito, amizade sincera!... A profissão dele é muito árdua, mas vive feliz, sorrindo!... Você vai conhecer um amigo meu aqui, da rua... Você sabe que eu nem sei o nome dele!... Eu o chamo de... MESTRE! Veja você, há anos que eu moro aqui!... A sua profissão a mais áspera:
Gosto sempre de reviver em mente, aqueles bons momentos que tivemos juntos!...Gosto de parar naqueles instantes, mais emocionantes, da nossa vida!...Mas, pra minha tristeza, deu pane à máquina mente; justamente naqueles instantes que mais gostava de reviver!...Mas, não foi nada: à máquina só deu um pane parcial, não foi total; logo, logo, voltará a funcionar tranquilamente!... Esta minha máquina mente!...
Que silêncio reinou aqui dentro, que saudade reinou aqui também. Que frio senti aqui dentro, que amargura senti aqui também. Tudo isso reinou e senti, em meu coração!... Hoje: esse silêncio, essa saudade, esse frio, essa amargura, não vivem mais em meu coração!...
- Não vivem mais?!... - Não!... - Por quê?!... - Porque uma só palavra destruiu completamente tudo isso!... - Que palavra mágica foi essa?!... - Não foi uma palavra mágica!... - Foi a felicidade?!... - Não!... - Foi o calor?!... - Também não!... - É. Não sei realmente!... - Olhe: foi uma palavra que reúne tudo isso que você perguntou-me e mais ainda... - É. Não sei infelizmente!... - Foi o AMOR, meu caro, simplesmente!... - É. Você tem razão: esta minha mente!...
(Dedicada a todos às pessoas que fazem aniversário no dia-a-dia.)
Hoje é dia do meu aniversário!... Choveu. Não constantemente, rapidamente. Hoje é dia do meu aniversário!... Choveu. Choveu somente pingos, pingos de felicidades!. Hoje é dia do meu aniversário!... Choveu. E o meu presente foi somente: essa chuva, esses pingos!. Hoje é dia do meu aniversário!... Choveu. E eu, apesar de tudo: sou feliz!...
À porta de Seu João este ano não se acendeu, a fogueira de São João e eu, fiquei triste!... Será que ele viajou? Porquê? Ele é um sujeito animado e este ano não fez fogueira!... Porquê?! Sim: A fogueira de São João, à porta de Seu João, não se acendeu porque o seu coração se apagou para sempre!... Sim: Ele viajou simplesmente!... À porta de Seu João, este São João, não restaram cinzas no chão!... Mas um dia dia quem sabe, se acenda novamente; porque afinal de contas minha gente, à morte é assim mesmo!...
Onde eu moro?... Esta é uma pergunta que faço a mim mesmo: Onde eu moro?... Imediatamente vem a resposta: Eu moro sobre e sob as pessoas!... Existem pessoas que nem conheço, só de vista, é claro. Eu moro é numa caixa de fósforo, aqui de grande que existe é só o aluguel e para completar tem ainda o mísero do condomínio... Daqui do vigésimo segundo andar, velo os carros e as pessoas como um formigueiro. Por falar em formgueiro, nunca mais eu contemplei uma formiga!... Quantas reminiscências eu sinto agora da minha cidade do interior! Daquelas ferroadas de formigas, do meus sujos de poeiras ou de lamas, de tantas e tantas coisas que agora me falha à memória!...Em suma: Nunca mais senti uma ferroada de formiga; nunca mais os pés ficaram sujos... Agora, eu estou andando em asfalto; residindo perto do céu; numa cidade grande; num arranha-céu!... Ás ruas das cidades agora estão belas, existem asfaltos... Ás casas das cidades não são mais casas, são imensos edifícios... Ás cidades agora não iluminadas por lampiões, existe a eletricidade... Os automóveis são moderníssimos... Para se comunicar com qualquer país do mundo, é um segundo... É a tecnologia, é a comunicação... Olha, vou lher ser sincero: Não sou um antiprogressista, mas tudo isso deixa o homem num verdadeiro escarcéu; poluíções várias, conduzindo-o á neurose...Tudo isso enfim, não deixa o homem viver uma vida tranquila!... Olha, vou lhe ser sincero: Gostaria de viajar no túnel do tempo e regressar ao passado!... Ah! Se tudo pudesse voltar, como dantes!.. À noite é silêncio!... Aqui, nesta cidade grande a gente não faz jus a esse silêncio!... Os carros rasgam à noite; apitos, gritos, cortam o silêncio da noite!... O silêncio nesta cidade grande não existe: As horas passam, a madrugada cresce e a laucura prossegue... Enfim: O dia amanhece!... Mas, fica tudo no mesmo: prossegue a loucura... Por isso digo e repito sempre: Quantas saudades da minha cidade do interior; quantas saudades das tristes badaladas do velho relógio da igrejinha!... Infelizmente eu não posso regressar... Eu vim para esta cidade grande, lutar!... À vida é luta e viver é lutar!... Tornar-me-ei um alienista ou então eu e vou alienar para sempre!... Só assim eu poderei resistir, aguentar, a essa loucura louca!...
Quando eu toquei em você, você sorriu!... Quando eu toquei às suas mãos, você apertou às minhas!... Quando eu lhe abracei, você me abraçou!... Quando eu lhe beijei, você me beijou!... Enfim, eu vi em seus olhos: certeza, franqueza, do seu amor!...
Vovô, veio do interior, visitar a cidade grande!... (Me visitar também, fiquei feliz!). Homem do campo, lavrador, nascido e criado entre as flores, os frutos... Atônito ficou!... Alaridos, automóveis, movimento intenso, imenso, nervoso o deixou!... Vovô, lavrador, saiu à rua: não viu flores, não viu frutos... Não gostou!... Em seus lugares somente árvores, árvores de cimento!... E disse-me: - Neto, eu não aguento!... Vovô, lavrador, tão de pressa, tão de pressa, me deixou!... (Fiquei triste!).
Quando estou noutra cidade, sinto que as pessoas que pessoas que passam, são diferentes, das pessoas da minha cidade!... - Diferentes?!... Antonico!.. - Sim, Joscar, diferentes!... - Mas, não são as mesmas pessoas?!.. - Sim, as mesmas!... - Então, por que elas são diferentes?!... - Não sei, não sei!... Só sei que quando estou noutra cidade, sinto que a saudade, invade, o meu coração!...
Quanto eu sou feliz!... Em poder dizer, em poder sentir a felicidade, de amar, a minha cidade!... A minha cidade também tem palmeiras, aqui canta também o sabiá; ela é de uma beleza, que só a natureza, pode lhe dar!... Aqui , as flores são mais flores, tudo em fim é mavioso!... Quanta saudade eu sinto quando estou ausente, só de pensar nessa gente, gente boa e hospitaleira, que só deseja o bem, sem olhar à quem!... Amo a terra em que nasci! Tudo farei pelo progresso da minha querida cidade!... Ela vive e viverá aqui, dentro do meu coração... Quero por ela trabalhar, para poder exaltar, o meu berço natal!... Quanto eu sou feliz!... Em poder dizer: Amo a terra em que vivo!... A MINHA TERRA- é o Brasil, este Brasil varonil de encanto e esplendor!... A MINHA CIDADE - cheia de beleza e luz, é Santo Antonio de Jesus!...
Essa tua carne tentadora deixa-me neurótico, cheio de delírio; deixa-me enfeita-la toda de lírio!... Essa tua carne tentadora provoca-me paixão, deixa-me absorto; machuca o meu pensamento e o meu coração!... Essa tua carne tentadora provoca-me desejos, beijos!... Por isso, constantemente ando, sonhando, com os teus seios!...
Existe um poeta que ama: a vida o poema o amor!... Existe um poeta que ama: a noite as estrelas o mundo!... Existe um poeta que ama: Maria Rosa Tereza!... Existe um poeta que ama: as festas os amigos as "biritas"!... Existe um poeta que ama: enfim, simplesmente!... Se você ama realmente, naturalmente, este poeta é você!... Eu amo, e você?!...
Se se alguém chegar pra você e falar: - Eu sou um poeta!... Pergunte imediatamente se ele, o poeta, toma de vez em quando; de vez em quando; umas "biritas"!... Se se esse alguém lhe responder: - Não... Desminta-o imediatamente: - Meu caro, você, você não é um poeta!...
No dia em que parti, ela acenou, dizendo-me: - Adeus! Adeus!... E durante a viagem eu só via na paisagem, o seu aceno, dizendo-me: - Adeus! Adeus!... A criança que acenava para o ônibus que passava, a garota que dava "adeus" para o ônibus também, lembrava-me à hora em que parti, ela acenando, dizendo-me: - Adeus! Adeus!... Estas recordações da viagem, da paisagem, vêm constatar realmente que o meu pensamento ficou com ela, por isso o meu corpo precisa voltar-se rapidamente!... - Por quê?... - Porque "quando o pensamento fica, o corpo tem pressa em voltar-se"... E voltei!... Quando de uma viagem cheguei, logo observei, a chegada... Quando de uma viagem parti, logo observei, a partida... Aparentemente a chegada e a partida são iguais: acenos, sorrisos, lágrimas, abraços... Mas, intimamente são diferentes!... Sim, porque esses acenos poder ser alegres ou tristes; os sorrisos, as lágrimas, os abraços... Também!... Bem... Eu não sei por que estou escrevendo este assunto trivial, porque tudo isso foi somente, uma observação pessoal, pessoal!...
DEUS, um dia me perguntou: - Antonico, você quer viver uma vida, ou viver eternamente?.... Eu respondi: - SENHOR, deixe-me viver uma vida, bem vivida!... E morrer dignamente, tranquilamente, honestamente!...
Como diz o folclore brasileiro: "No coração moram sonhos, como pombas nos pombais: mas as pombas vão e voltam, eles vão, não voltam mais!..." Ela já morava em meu coração, "como pombas nos pombais!...". Mas um dia ela se foi, "as pombas vão e voltam!...". Ela não voltou mais!... Talvez esteja sonhando, sonhando!...
Mas... Choveu?...Choveu? Pra mim a poesia morreu!... À manhã fica triste, à tarde fica triste, à noite fica triste!... E eu sem ninguém, fico triste também!... Mas... Choveu?... Pra mim a poesia morreu!... Sim: morreu porque não vejo a Madalena; não vejo a Maria; não vejo a Helena nesse dia!... Mas... Não choveu?... Pra mim a poesia renasceu!... Sim: renasceu porque pela manhã vejo a Madalena; à tarde vejo a Maria; à noite vejo a Helena!... E nesse dia eu não fico sozinho!... Mas... Choveu?... Pra mim a poesia morreu!...
Está é uma estória de um homem que mentia muito na vida. Ele me contava cada mentira de arrepiar os cabelos. Por isso, resolvi contar-lhes as estórias desse homem. Vou tentar rememorar alguns mitos que ele dizia ter acontecido realmente. Não quero me prolongar nesta introdução, serei objetivo. Vamos aos mitos... Certa vez, Carlitos estava em casa, quando o seu vizinho João, bateu à porta: - Carlitos, você está em casa? - Pode entrar João, a porta está encostada. João entrou e disse: - Vamos pescar hoje à noite? - Boa idéia João, eu topo. À noite, pegaram os materiais de pesca e foram ao rio. Diz Carlitos, que eles levaram sete dias e sete noites nessa pescaria. E foi aí que aconteceu este mito que me contou o Carlitos, o mentiroso. O João, seu vizinho, havia desaparecido inexplicavelmente. Ele o procurou por todos os lugares e nada de João. Concluiu dizendo-me: - Pois é Joscar, só depois de sete dias que o João, meu vizinho, veio aparecer... - Onde ele estava, Carlitos? – perguntei. Ele me respondeu: - Sem mentira nenhuma Joscar... Ele estava esses dias todos no fundo do rio, sentado em uma pedra, com o candeeiro aceso na cabeça. Vivo!... Contou-me o Carlitos, que foi durante anos motorista particular de um doutor. Este tinha uma filha que gostava muito de refrigerantes. Ele, o Carlitos, ia comprar todos os dias sete engradados. Pois, a menina, tomava durante o dia os refrigerantes. Na manhã seguinte, ele repetia a mesma coisa... Aqui pra nós: isso é dose pra leão!... Outro dia, Carlitos resolveu passar o final de semana, em uma fazenda de um amigo. Logo que chegou, saiu passeado pela imensa fazenda, contemplando a fauna e a flora brasileira!... Ele me dizia: - Quando passeava Joscar, um fato aconteceu: levei um boi uma grande carreira, subi em uma árvore e fiquei sete dias lá encima. Só desci porque uma voz disse-me: "Carlitos, pode descer que o boi já se foi...". Quando eu olhei pra um galho ao lado, estava uma jibóia terminando de pronunciar a frase citada!... Agora, aqui pra nós: isso nunca foi um fato; mas um grande mito!... Carlitos finalizou me dizendo que tinha um amigo, cujo filho procedia de maneira diferente, quanto estava comendo bananas... Comia as cascas e jogava o resto fora!... Esta é de arrepiar!... Não é mesmo, meu caro leitor?...
Antonico era um homem sensato, um homem de uma extraordinária inteligência!… Não era formado – aquela de psicólogo, foi uma das suas estórias – mais possuía grande cultura, não tinha formosura, mas sabia dar bons conselhos!… Antonico era feio mesmo: alto,magro, corpo curvado, mas quem conversasse com ele ficava admirado, com a sua extraordinária inteligência!… Antonico conhecia de tudo um pouco e havia gente que o chamava de louco, só porque gostava de expandir as suas idéias!… Chamava-o também de profeta, porque com seus conhecimentos acertava em algo, mas no entanto ele era um poeta!… Fazia lindas poesias, que nos dava vontade de chorar!… Agora, também, era pescador!… Antonico sempre foi o meu bom amigo, era ele quem me dava bons conselhos… Diariamente eu conversava com ele e ele me aconselhava!… Um dia, eu perguntei a Antonico: - Antonico, por que você é tão inteligente?!… Ele me respondeu: - Joscar – era assim que ele me chamava – eu não sou tão inteligente assim!… Todos nós temos a capacidade de aprender muito mais!… O que há em mim é o esforço, a boa vontade de aprender as coisas!… Gosto também de ler, daí surgem as diferenças!… - Antonico, onde você aprendeu tantas coisas belas?!… - Joscar, foi lendo bons livros que eu aprendi muitas coisas belas!… Uma boa leitura nos instrui e diverte!…E também as experiências que vim adquerindo por todo esse tempo de vida!… Passaram-se os tempos e eu constatei realmente, que os livros são os nossos grandes amigos!… Por isso, até hoje eu sigo os conselhos do amigo Antonico!…
ELA segue agora o caminho onde outrora caminharam os seus entes queridos!… E nessa caminhada ELA não encontrará espinhos, vícios, pecados… Porque esse é o caminho que a levará à residênca eterna!… E lá chegando, encontrará na habitação eterna, as luinosodades divinas!… Aí, a sua alma viverá eternamente, na paz de DEUS!… Não são todos que caminham por esse caminho; não são todos que habitem à terna residência; não são todos que recebem as luminosodades divinas; não são todos que vivem na paz de DEUS1… Por isso, não lhe digo: ADEUS1… Mas, simplesmente: até logo, MINHA MÃE1… MINHA MÃE1…
Certa vez, quando batia meio-noite, não tendo sono me levantei; e observando através da vidraça, eu vi um mendigo lá na praça!… À noite estava fria e lá naquele banco dormia, um pobre mendigo!…Ele vivia triste e desprezado, não tinha um lar, para poder descansar!… Aqui do meu quarto eu sentia frio, talvez lá naquele banco ele não estivesse sentindo, porque Deus dá aos pobres resignação, que é um sentimento nobre!… Ele vivia desprezado e triste, sem amigos, sem lar!… Era um pobre mendigo que vivia no mundo, a rolar!… Um dia ele me disse: - Joscar, o que é que eu faço nessa nesta vida?!… Nada. Simplesmente nada. Eu só faço é vagar por esse mundo a fora, sem pressa. Às horas passam, os dias passam, os anos passam, pra mim dá tudo no mesmo. Até o dia do meu aniversário me passa despercebido. As festas pela mesma forma. Não tenho casa, não tenho família, não tenho amigos, enfim: nada. Simplesmente nada. Vivo perdido nesse turbilhão da vida, vivo fugindo de mim mesmo. Todas as almas vivem dentro das pessoas!… Será que a minha alma vive dentro de mim?!…Eu sinto o meu corpo leve, leve como se flutuasse!…Um dia, Joscar, eu me sentei em uma escadaria de uma igreja; e observando às pessoas que passavam, às pessoas que entravam no templo, às pessoas que tinham dentro de si, almas!… Eu percebi afinal: eu sou um mendigo, mas tenho alma também!…Levantei-me e subi ainda mais os degraus daquele templo, quando percebi já estava lá dentro, justamente com aquelas pessoas que tinham dentro de si, almas!… Aí, eu encontrei um grande amigo, que me deu forças pra continuar vivendo!… Desse dia em diante eu já sabia o que fazer da minha vida. Não mais vagava. Todos os dias eu vinha conversar com o meu bom AMIGO!… Enfim, a minha vida se modificou, apesar de continuar mendigo!…Sim, um mendigo que tinha agora um grande amigo: DEUS1…DEUS1…